Bem vindo à Família

LPSA

lerpodeserassustador.blogspot.com.br Onde Ler Pode Ser Assustador

Olá

Somos Ler Pode Ser Assustador

a Família LPSA

Criado em junho de 2013, Ler Pode Ser Assustador é uma família de colaboradores que tem como hobby escrever, traduzir e compartilhar histórias/creepypastas com seus visitantes. Com gênero voltado ao terror, o blog traz mais de Mil publicações, dentre elas: creepypastas, lendas urbanas, livros, séries, filmes, etc. O Blog é mais conhecido por seu trabalho com as traduções da série de creepypastas: The Holders (Os Portadores) e também por suas próprias séries, como: O Terror Está ao Seu Lado, Adote Um Demônio, Pergaminhos da Morte e Meu Pesadelo Acordou Para a Realidade.

|LPSA|

Onde Ler Pode Ser Assustador

Desde 2013

OS PORTADORES PRECISAM DE VOCÊ!

Caros leitores, é o seguinte: nossa equipe de tradutores de The Holders Series está precisando de mais um tradutor. Para isso é necessário ter uma noção básica de inglês e saber interpretar textos. É um trabalho simples, mas que requer dedicação.

Como forma de uma pequena seleção, os interessados em nos ajudar, devem enviar para o endereço de e-mail, que estará no final desse post, o seguinte Portador traduzido: Holder of Literature.

Desde já, agradeço a colaboração! :)

Envie para cá a tradução: rookurou@gmail.com

Publicações

Hora de dormir




Moro sozinho há 4 anos.

00:45 fui me deitar para tentar dormir, mas precisei me levantar para ir ao banheiro.

Quando voltei, tinha alguém na minha cama.

Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

The Holders Series - 217 - O Portador da Ruína

Uma mulher deitada na cama, examinando os arredores. O luar dançava tentadoramente nos pilares de mármore e no chão de cerâmica. Seu olhar deslocou-se para o teto, seus olhos lentamente passando sobre os intrincados afrescos magistralmente gravados no granito lustrado. Ela conhecia cada uma dessas gravuras, até o mais minucioso detalhe. O vento correu por uma janela aberta, sussurrando de forma brincalhona, como se estivesse curioso para ver quais tesouros podem ser mantidos dentro dessa moradia espaçosa. Ele carregava o fraco aroma de lilás, o mesmo que uma mãe mantinha na mesa da sala quando criança. Sua curiosidade saciou-se, a brisa se foi tão rápido quanto chegou. A mulher ouviu o fraco murmúrio de um carro viajando por uma estrada distante.


Ela não sabia nada do que ela, ou sua própria existência, se tornaria. Tudo parecia tão real para ela então.


Ela pensou que nada mudaria.
____________________________________________________________________


Ela lembra bem a primeira que veio visitar seu quarto. Ele era um jovem de olhos brilhantes, com apenas vinte e poucos anos. Lembrei-me dela nos últimos dias; Essa determinação que brilhava em seus olhos, a maneira como ele se carregava com um ar de confiança inabalável. Eu queria mudar o mundo, bem como ela fez. Quando ela olha para trás naquela noite, ela percebeu que poderia ter tomado isso com calma. Ela suavizou suas palavras para ele quando ela lhe disse o que fazer.


Era o mesmo que tinha feito, para Michael e Lawrence e para todas as outras crianças que haviam feito a guerra e nunca mais voltaram.
____________________________________________________________________


Uma mulher deitada na cama, examinando os arredores. O luar dançava tentadoramente nos pilares de mármore e no chão de cerâmica. Seu olhar deslocou-se para o teto, seus olhos lentamente passando sobre os intrincados afrescos magistralmente gravados no granito lustrado. Ela conhecia cada uma dessas gravuras, até o mais minucioso detalhe. Ela aguarda o vento, mas o vento ainda está parado, como tem estado por muito tempo. O ar estagnado está maduro com o cheiro de poeira e decaimento. O único som é o seu próprio batimento cardíaco, alto e cacofônico. Para bloqueá-lo, não exigiria muito esforço, uma força de vontade mental que ela não tinha mais.


Ela ainda não sabe nada sobre o que ela, ou sua própria existência, se tornou. Ela sabe que nada disso é real.


Ela sabe que nada nunca mudará.
____________________________________________________________________


"Pai", ela disse na sala de estar cavernosa, a única palavra que reverberava nas paredes de mármore, ficando cada vez mais suave com cada repetição. Ele nunca foi o mais aberto e receptivo dos homens, mas então parecia ainda mais frio e distante, não respondendo a nada e a ninguém. Nem mesmo sua própria filha.


O som de sua voz morreu, e ele não se agitou. Ele estava muito perdido em seus próprios pensamentos para reconhecer a presença de seu filha.


"Pai."
____________________________________________________________________


Ela concedeu o báculo, e eu aceitei graciosamente (como o jovem se parecia com ela, o quão estranhamente são). Ela dormiu fácil pela primeira vez no que parecia uma eternidade. Durante vários dias, a agonia torturante que a atormentava foi substituída pela calma. Não se lembrava da última vez que sentira tal paz e serenidade. Ela considerou seu dever feito; tudo que restava era descansar.


Quão pouco ela sabia então.
____________________________________________________________________


Uma mulher deitou-se na cama examinando seus arredores (tudo o que foi deixado, todo o resto se foi). O luar dançava tentadoramente sobre os pilares de mármore e o chão de azulejo (provocando irritação), o olhar deslocou-se para o teto, seus olhos passavam lentamente sobre os intrincados afrescos magistralmente gravados no granito lustroso (como ele se espalha fora de controle, tão horrivelmente fora de controle).  Ela conhecia cada uma dessas gravuras, até o mais minucioso detalhe (e ainda assim, há ainda mais para aprender). O vento correu por uma janela aberta, sussurrando de forma brincalhona (pois isso é tudo o que sabe) como se estivesse curioso para ver quais tesouros podem ser mantidos dentro dessa moradia espaçosa (mais espaço para preencher com sonhos quebrados) ela carregava o fraco aroma de lilás, o mesmo que uma mãe mantinha na mesa da sala quando criança (mas nunca mais, é tarde demais para isso agora). Sua curiosidade saciou-se, a brisa se foi tão rápido quanto chegou (Sabe-se o que aconteceu e quer fazer parte disso). A mulher ouviu o fraco murmúrio de um carro viajando por uma estrada distante (tudo parece tão distante, então por que não para, deus, faça-o parar).
Ela não sabia nada do que ela ou sua existência seria, mas ela não saberia o que fazer.
Ela pensou que nada mudaria (e nunca mudará)
(A menos que possa)
____________________________________________________________________


A felicidade foi destruída em um instante. Alí estava o báculo, descansando na mesa de cabeceira, como se nunca tivesse saído. A visão era como uma adaga para o coração dela. Ela sabia que não tinha nada a ver com seu destino, mas ainda sentia que era sua culpa
No fundo, ela sabe que é. Nada disto deveria ter acontecido, mas ela permitiu isso. A culpa é sua prisão, e agora ela deve servir ele.



Fator Medo

Plantão Noturno




Sou enfermeira há 5 anos e posso dizer que já vi muitas coisas neste hospital. Desde pessoas lunáticas a bizarrices em cirurgias...

Trabalho no 7 andar, aqui fica a clínica médica. Sempre escutei que hospitais em certo horário são assombrados mas nunca acreditei nisso de verdade.
Eu trabalho durante o dia e hoje assumo o período noturno.

Minha primeira noite esta sendo tranquila até agora.

Acabei de receber um chamado da sala de parada, mas fora isso está tudo bastante calmo.

Poxa, já são 03:16 da madrugada e me sinto muito cançada. Vou cochilar.

Acordo de subito com uma dor lacinante no peito... olho pra o local da dor e vejo com os olhos arregalados um bisturi alojado no osso externo... quase não acredito em meus olhos... a dor aumenta, procuro por alguém na sala de descanço onde me encontro. Levanto ofegante e percebo uma figura feminina em um dos cantos da sala, saio desnorteada.

Já no corredor, estou com a mente turva, o sangue não para de escorrer... cade as pessoas deste lugar?
Seria irônico eu morrer em um hospital.

A caminho do elevador vejo pelo canto do olho que alguém se aproxima. Ando o mais rápido que posso, mas a dor não ajuda em nada.

Caio com a visão turva e quase perdendo a conciência... mas, não sem antes ver o meu agressor, demoro alguns segundos para notar o rosto, mas, assim que reconheço fico em choque.

A mulher era eu...

Mas como isso e possível?! Eu perdi muito sangue devo estar delirando. Entao a única coisa que vejo e a mulher... eu mesma... se debruçar sobre mim e enfiar mais um bisturi ,mas desta vez bem no meio da minha garganta... começo a engasgar com o sangue.
Tudo fica escuro.

Acordo de súbito com uma dor  lacinante no peito... olho pra o local da dor e vejo com os olhos arregalados um bisturi alojado no osso externo.

Existe uma mulher no canto da sala...

Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

Você Primeiro

Meu irmão começou a ter tipos estranhos de pesadelos. Ele não contava para ninguém, mas ele levantava no meio da noite e me acordava. A gente sempre dormiu no mesmo quarto, e nunca tivemos problemas quanto à isso. Ele é menor do que eu, em idade e tamanho, então era normal ele me procurar quando estava com medo no meio da noite, apesar dele não me contar seus receios..

Certa noite ele me pediu se podia dormir com a luz acesa. Eu não gostei da ideia, afinal eu havia me acostumado com o escuro e odiava a claridade na minha cara quando eu tentava dormir. Não quis e ele não reclamou da minha decisão, o que me fez estranhar e ficar um pouco preocupado. Eu sabia que aquela noite ele ia me acordar. E foi o que aconteceu. Entretanto, quando ele me acordou de madrugada, percebi que ele não havia sequer pregado o olho naquela noite. E, assustado, vi ele chorando para deixar a luz acesa.

No dia seguinte resolvi falar com nossos pais sobre como aquilo tudo me preocupava. Após isso, eles começaram a vir dormir conosco algumas vezes. Meu irmão não gostou muito da ideia no começo, pois eu havia traído a confiança dele, mas ele logo não se importou mais, porque ele retornou a dormir bem, apesar de sempre pedir para pelo menos um abajur ficar ligado.

Numa das noites, ele foi dormir mais cedo, certamente exausto pelas noites mal dormidas e pelo dia que teve. Eu fui sentar com nossa mãe no quintal da nossa casa, alguns metros distante da casa. Sentados lá. ela me falava de várias coisas, enquanto olhávamos para as estrelas. Um dos assuntos foi o jeito estranho que meu irmão andava tendo, e o que podíamos fazer para entender aquilo.

Conversamos um pouco sobre isso, sem muito sucesso. Então olha ficou olhando para as estrelas, perdida nos seus pensamentos. Eu fiquei olhando para ela, tentando saber o que ela estava pensando. Nesse momento, as luzes da nossa casa se apagaram totalmente num instante. Apesar do susto, achei que era um blecaute na cidade, mas antes mesmo de eu perceber, nossa mãe, em um sobressalto, disse "Alguém desligou a nossa fonte de energia".

Enquanto íamos para o quarto meu e do meu mano, nosso pai foi ver o que tinha acontecido na caixa de energia elétrica. Encontramos meu irmão gelado e tremendo, apesar do calor que fazia naquela noite. Não havia mais ninguém no quarto e por mais que pedíamos o que tinha acontecido, ele não falava nada.

Naquela noite, nossos pais dormiram com a gente. Botamos colchões no chão e afastamos as camas. Dormimos todos juntos. Fazia tempo que eu não via meu irmão se sentindo tão bem.

Só que, durante a noite, eu acordei espontaneamente, e como estava com a cabeça para o lado, acabei vendo nosso pai primeiro. Ele estava ainda sonolento, mas atento a alguma coisa. Ele percebeu que eu estava acordado e pediu se eu via a silhueta de um homem, feita pela luz do quintal na pequena janela da nossa porta dos fundos, que dava direitinho para nosso quarto. Apesar de eu dizer que eu não via nada, ele levantou-se rapidamente e abriu a porta, esperando encontrar alguém e tirar satisfação. Mas ele voltou confuso, achando que havia sonhado aquilo.

De qualquer forma, essa é uma história estranha sem muito sentido, eu sei. E queria que tivesse terminado aí, com o que quer que fosse indo embora. Infelizmente as coisas nunca são como queremos.

Ainda durmo com o meu irmão, que continua tendo medo do escuro. O pessoal aqui em casa já está querendo colocar ele em um psicólogo ou algo assim. Mas acho que não é bem isso. Na verdade, comecei a ter estranhos sonhos também. Vejo a sombra de um homem aos pés da cama do meu irmão. Acordo assustado toda vez que sonho com ele.

A última noite foi a mais tensa. Sonhei que ele vinha até meu irmão e falava algo para ele, que de repente acordava. Acordei logo em seguida, com ele me sacudindo e dizendo:

"Ele quer você primeiro."

Transporte




Sou usuário do transporte público desde pequeno.
Uso para chegar ao trabalho e acho fascinante imaginar para onde as pessoas estão indo.

Tudo está bem, estou em pé ao lado de uma senhora muito gentil e já conversamos sobre vários assuntos.
Olho a expressão de horror que vai surgindo gradualmente no rosto das pessoas a partir do cobrador.

Vejo tudo em câmera lenta.
 A frente do ônibus amassando, o motorista virando um borrão vermelho, duas grávidas e uma senhora nas cadeiras preferenciais sendo arremessadas contra a divisória de vidro que se partiu atravessando a barriga de uma das grávidas.

A senhora que estava ao meu lado, agora sendo impulsionada no ar para a dianteira do ônibus e  me vejo soltando o banco e voando para o chão próximo a roleta.
Consigo olhar para o fundo do transporte e vejo vigas de metal atravessando a lataria atingindo 5 pessoas.

Depois que o caos passou, eu e mais algumas pessoas nos levantamos. A senhora gentil não se levantou, estava desacordada.

Isso e bem irônico.
 Não sabia que sua alma continuava a sentir a dor dos ferimentos e o peso do corpo morto.

Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

Fator Medo

A Rosa Selvagem






A paixão as vezes nos leva à alegria, mas algumas vezes pode nos levar à tristeza.

Em certas lendas urbanas, a paixão é capaz de se atrelar a uma misteriosa, trágica morte. Preste atenção agora, enquanto lhe conto a infeliz história da Rosa Selvagem, Elisa Day.

Alguns dizem que se passou em algum lugar da Europa durante a época medieval e outros dizem que se passou na Irlanda. Não importa onde, o enredo contado é sempre o mesmo, poucos detalhes mudam.

Um dia, Elisa Day conheceu um jovem rapaz. Esse jovem se apaixonou por ela assim que seus olhares se cruzaram pela primeira vez. Os dois se viram por três dias depois do primeiro encontro e isso foi tudo. No primeiro dia ele apareceu na porta dela. Ele não se conteve em segurá-la em seus braços e beijar seus lábios rubros.

Ele voltou no segundo dia e a presenteou com uma rosa vermelha. Ele sussurrou em seu ouvido que ela era a moça mais bonita que ele já vira. Ele perguntou se poderia vê-la novamente no dia seguinte e se ela o encontraria em um lugar especial próximo ao rio, o local onde as rosas vermelhas selvagens desabrochavam.

Naquele terceiro dia ela o encontrou perto do rio. Ele a guiou até a margem. Elisa permaneceu ali, fitando a água. Ele pôs seus braços em torno dela e beijou-a apaixonadamente pela última vez. Então ela se virou e depositou seus olhos no rio novamente. Enquanto Elisa olhava para o lado repleta de pensamentos, ele pegou uma pedra nas mãos e bateu nela até a morte. Dizem que ela morreu em seus braços e ele sussurrou em seu ouvido: ''Todas as belezas devem morrer...''

Os olhos vazios de Elisa pareciam observar o céu. Ele colocou uma rosa vermelha entre seus dentes e gentilmente empurrou-a para dentro da água. Ela afundou lentamente pela corrente. Ninguém nunca foi capaz de achar seu corpo e os anos se passaram, seu nome foi esquecido e por isso a chamaram de A Rosa Selvagem.

Muitos acreditam que seu espírito algumas vezes pode ser visto andando solitário pela margem do rio próximo ao local onde as rosas vermelhas selvagens crescem. A visão dela é terrível, com seu belo rosto marcado em sangue e a cabeça ensanguentada. Em suas mãos, ela segura uma única rosa vermelha, aquela que seu assassino e amante depositou em seus dentes.

Contos como esse se tornam frequentemente base para ficções de horror de clássicas veias românticas. Esse não apenas poderia se tornar um clássico, mas se tornou base para a música ''Where The Wild Roses Grow'' de Nick Cave.







Traduzido e Adaptado por:Carla Gabriela

Versão original: Joel. M. Andre

Objetos da Legião - Portador do Abismo

Em qualquer cidade, em qualquer país, vá em uma instituição mental ou casa de repouso onde você possa entrar.
Uma vez dentro do prédio, vá imediatamente até o recepcionista e pergunte pelo Portador do Abismo. Ele irá lhe dizer que não existe nenhum paciente com este nome. Peça mais duas vezes seguidas e o recepcionista irá suspirar em derrota. Ele dirá para que você feche seus olhos e quando você os abrir, você estará em uma porção de espaço com uma enorme pressão sobre você. No entanto você não irá morrer, mas ao mesmo tempo está claro que você não está mais vivo.
Você vai perceber que agora você está no abismo, um lugar onde tudo e o nada simplesmente são. Nesse ponto você vai se sentir claustrofóbico juntamente com uma sensação de horror e medo. Esses sentimentos serão puramente primitivos e animalescos de uma forma que você nunca sentiu.
Se você entrar em pânico e tentar gritar, a escuridão ao seu redor rasgará seu corpo, átomo por átomo, até que você se torne apenas outro fio na falsa aparência deste espaço. Enquanto uma escuridão delicada o envolve, uma voz diferente de qualquer outra será ouvida tão clara quanto já foi um dia.
A voz é a de um homem, devastada pela guerra, triste, mas ainda confiante em suas palavras. Ele irá perguntar se você tem medo. Você não deve responder a sua pergunta. Ele irá perguntar se você deseja retornar. Você deve responder não. Neste momento você vai sentir algo rastejando sobre você e ele irá penetrar o seu corpo.
O tentáculo vazio irá te alimentar com as horríveis lembranças do atual Portador do Abismo. Você deve sobreviver a esses flashbacks ou será envolto em um ciclo permanente onde reviverá constantemente os Portadores do passado. A maneira de sobreviver será forçar mentalmente as ondas do vazio para longe, mas como se afasta as ondas é exclusivo de cada pessoa. Se você tiver sucesso em afastar as ondas, então a voz irá avisá-lo para nunca abusar do poder das trevas .... Mas se você não conseguir entender o significado dessa frase, então você se fundirá ao Portador e será arrastado para os momentos mais horríveis do mundo e do próprio universo até que sua consciência desapareça. Se você entender, a voz saberá.
Ele irá dizer-lhe para fechar os olhos e abri-los novamente. Quando você o faz, você estará no mesmo local onde você começou na instituição mental. Na palma da mão esquerda você estará segurando uma rocha negra que é perfeitamente esférica. Você é agora o Portador do abismo. A Legião foi capaz de fazê-lo. Você pode?

A pedra é um objeto sagrado perdido pela escuridão. Seja cauteloso. Ela contém tudo e o nada.

O Terror Está Ao Seu Lado [30] - Pesadelos



Vagner estava deitado na relva, esperando o amanhecer. Ele estava acordado há algum tempo. Na verdade ele mal conseguia dormir, mesmo protegido pelo círculo mágico que o cercava. Nessas noites que ele podia descansar, ele nem sempre conseguia. Pesadelos o atormentavam. Pesadelos com sua esposa e filha...

Vagner ficava olhando para cima. Nessas horas ele não tinha vontade de nada. Não queria sair dali. Não tinha vontade de viver...

Ele olhava o sol por entre as folhagens, e sentia o calor da manhã bater as vezes em seu rosto. Ele fechou os olhos, tentando esvaziar a mente, apenas escutando o silêncio...

- Você fica lindo assim. - Uma voz feminina, suave e doce, falou calmamente.

Vagner abriu os olhos. Ele sabia que uma voz estranha assim de manhã não poderia ser coisa boa. Ele olhou para o lado viu a dona da voz.

Ela estava sentada numa pedra. Apesar do corpo feminino, dava para ver que não era humana pela sua perna de animal que estava dobrada por cima da sua outra, feita de bronze.

- Tentei entrar nos seus sonhos, mas você não estava dormindo não é? - Ela falou, enquanto seus cachos ondulavam, parecendo chamas ao vento. Ela levou a mão que estava por cima da perna para sua boca e contornou seus lábios inferiores com as garras afiadas que ela possuía. Seus olhos vermelhos encaravam Vagner, como se esperasse pela próxima atitude que ele teria.

"Uma empousa. Esse ser é perigoso para mim. Nunca pensei que meus pesadelos pudessem ser úteis algum dia", Vagner pensou, "Eles evitaram que fosse pego. Ela não poderia me machucar dentro desse círculo, mas poderia fazer que eu saísse dele através dos meus sonhos."

Vagner ficou encarando-a. Era um momento delicado. Ele sabia que estava em desvantagem. Ele não sabia quanto tempo ela tinha tido para preparar qualquer que fosse a armadilha que ela tivesse preparado.

- Sabe, - a empousa foi levantando-se, sem tirar os olhos de Vagner - eu geralmente gosto de acabar com tudo rápido. Esse tipo de trabalho me satisfaz. Mas tem algo em você que me intriga. Algo que me faz querer gastar mais tempo contigo. 

Vagner a observava, esperando por algum momento de descuido. Mas a empousa era habilidosa, e sabia que seu inimigo também era. De fato, ela parecia estar um passo a frente de Vagner em todo movimento que fazia. 

- Primeiro você escapa do meu controle dos sonhos. Tudo bem, percebo que é porque de fato você não está dormindo. Só que aí quando eu falei para você e você olhou pra mim, percebi que meu controle de mente não funcionou, e então realmente fiquei intrigada. Que tipo de humano é você?

Vagner a observava caminhando. ao seu redor. Ele permanecia sentado, completamente dentro do seu círculo.

- Apesar de meu controle da mente não ter funcionado, - a voz da criatura se tornou mais sedutora. - pude ver as mulheres da sua vida... - Ela finalizou a frase sorrindo.

De repente, sua face mudou. Vagner observou, com misturas de sentimentos, o rosto da sua ex-esposa aparecer. A criatura começou a tocar seu próprio corpo, a fim de causar algum sentimento explosivo em Vagner. Mas ele ficou firme. Sabia que poderia aguentar aquilo.

Mas não o que viria em seguida. 

Não.

Ele definitivamente não estava preparado para o rosto dela. 

E quando a criatura mudou para o rosto da sua filha, Vagner em um momento descuidado e não esperado, pulou para trás, caindo na fria grama que cobria o campo. No mesmo instante a empousa avançou rapidamente e em direção de Vagner, com suas garras a mostra.

Vagner cobriu os olhos.

De repente, o chão abaixo da criatura movimentou-se tão rápido quanto ela. Uma armadilha preparada por Vagner, na noite anterior para pegar algum animal ativou. A empousa desequilibrou-se e bateu com a cabeça no tronco de uma enorme pedra que estava por perto. Atordoada ela viu Vagner levantar-se e aproximar-se dela:

- Vou ensiná-la a nunca mais brincar comigo, seu monstro.

A criatura deu breve sorriso. 

- Finalmente conheço sua voz. 

Em seguida ela deu um guincho terrível que fez os tímpanos de Vagner arderem. Ao longe, então, ele ouviu mais, muito mais, guinchos tão terríveis quanto. Ele não tinha tempo para perder ali.

Num gesto de desprezo, ele pegou suas coisas rapidamente e começou a correr daquele lugar. 

- Nos veremos ainda! - A empousa gritou, de forma doída, mas divertida.

- Não se depender de mim! - Vagner esbravejou ao longe e, num gesto rápido, atirou com sua espingarda. Ele sabia que não poderia deixar uma criatura que soubesse sua fraqueza ainda viva. 

Seu tiro saiu torto e espaçado, mas ainda assim ele viu a empousa guinchar terrivelmente, levar as mão à cabeça e cair no chão. Vagner não sabia se ela tinha morrido, mas ele não tinha tempo para parar. Ele tinha não mais que alguns minutos antes que a legião de criaturas chegasse naquele lugar.

Então Vagner fugiu, deixando para trás aquele lugar. Seus olhos se voltaram rapidamente para o céu que havia acabado de nublar. O tempo estava mudando.

Quando criança, sua filha chorava quando tinha tempestade e chovia muito forte. 

" - Meu amor, é só água que cai do céu...

- Mas papai, ela me dá medo. Ela me dá pesadelos.

- Filha, eu estou aqui contigo. E sabe o que eu faço quando eu tenho pesadelos? Eu abraço beeeeem forte quem eu amo e ele logo vai embora. Quer tentar? 

A filha sorriu e abraçou o pai."

Naquele instante, começou a chover pesadamente.

Revisado por: Rogers

---------------------------------------------------------------------------------
Visite nossa page e fique informado das atualizações do blog: https://www.facebook.com/Readiscreepy/


http://pt.acampamentomeiosangue.wikia.com/wiki/Empousa

Objetos da Legião - 561 - O Portador das Memórias Perdidas


Aviso: antes de tentar este objeto, observe que talvez eu não esteja na minha localização no momento, se assim for, então me desculpe. 

Nos Estados Unidos, na Carolina do Norte Hendersonville, viaja até encontrar uma antiga casa abandonada, estarei aguardando apenas em uma, o que mais me agrada às minhas lembranças. No interior, não tenho dúvidas de que será invadido com alguns roedores (cobras, ratos, formigas, você sabe), eles não são parte da busca, então faça o que quiser. Lembre-se de que a casa parecerá que ninguém viveu nela em centenas de anos, e está meio isolado. 

Uma vez que você encontrou a correta, bate na porta três vezes, (não a porta da varanda). 

Depois disso, a porta deve ser destrancada e você será livre para entrar. 

Dentro da casa ficará acesa com velas; Isso é se eu estiver em casa. Você não ouvirá muito quando estiver dentro, apenas o que você pode esperar, o vento e as placas de chão; O habitual. No entanto, se você ouvir o som fraco de cantar, saia imediatamente. Se você se recusar, então toda a sala se transformará em uma bagunça sangrenta, a porta desaparecerá e meus animais de estimação irão te devorar. 

Se tudo parece ir como planejado, vá até o porão, deve ser a primeira porta à sua direita, no corredor, perto da cozinha. Agora, quando você estiver aqui embaixo, será seguro se você me ouvir falando comigo mesmo (ainda acho um pouco embaraçoso quando alguém me acha falando sozinho), você encontrará mais escadas que vão para baixo, lá embaixo, Abra a porta e encontre-me. Eu lhe entregarei um caderno de notas, escreverei tudo sobre as memórias que você perdeu e agora lembre-se. 

O caderno será o objeto 561 de 2538, agora que você se lembra, você nunca esquecerá.

Fator Medo

O Escritório



[Olá galera! Eu sou o Rogers, um velho conhecido de vocês. Fazem quase 4 anos que estou aqui no nosso querido LPSA.

Vai ser uma data muito especial, com certeza. Eu sempre vi o blog com muito carinho e paixão. Saber que hoje ele é melhor do que ontem me faz sentir orgulho de ser um colaborador.

Mas o que eu quero dizer com tudo isso? Enfim, depois de quase 4 anos escrevendo contos e histórias de terror, minha mente está bem saturada. Encontrar novas histórias, novos meios de contar, nem sempre funcionam e as vezes causam o efeito contrário. Então resolvi procurar novamente em minhas raízes algum jeito de tentar resgatar o medo em meus contos. E acredito que está na hora de retomar esse projeto...

Gostaria de dar a todos as boas vindas a SEGUNDA CREEPY INTERATIVA DO LPSA!

Ela não está nos moldes da primeira (que você pode conferir clicando (AQUI), em que você escolhia apenas um caminho para a história inteira. Dessa vez o caminho se bifurca em várias partes, mais parecido com um livro-rpg. Bem, é complicado explicar... então, porque não vê por você mesmo?

Boa leitura!]

***

O Escritório

Era segunda-feira. Uma segunda monótona, nublada e chuvosa. O escritório da empresa de bonecas Hardoll's estava abafado e quente, apesar do clima úmido lá fora. Julie trabalhava na frente do seu computador, procurando esquecer seu final de semana péssimo. Ela havia brigado com seu namorado pela última vez. Julie tinha seu charme especial. Óculos grandes e pretos, tal como seus olhos. Seu cabelos escuros e ondulados por vezes caiam sobre eles, e ela tinha a mania de assoprá-los para cima. Julie era a funcionária mais esforçada da firma, mas também a mais nova. Seu emprego consistia no mesmo de todos seus colegas. Receber pedidos, anotá-los, repassá-los... Enfim, nada demais. Mas servia para pagar as contas. 

Quando Julie ouviu o telefone tocar ao lado da sua mesa, esperava que fosse um cliente que resolvera ligar. Mas não era. E quando ela atendeu, o que ela ouviu foi muito diferente. 

As pessoas passavam na frente do gigantesco prédio da Companhia Erguida todos os dias. Cheias de coisas para fazer, cheia de tarefas diárias e metas para cumprir. O escritório da empresa de Julie ficava no 14º andar daquele prédio. Mas as pessoas ocupadas que passavam na frente dele só perceberam o corpo de Julie quando ela já havia caído em cima do carro de alguém que estava trabalhando. 

Uns minutos atrás, você estava lá em cima junto de Julie. Você havia levantado para pegar um pouco de água no bebedouro e parou para admirá-la. Ela era uma pessoa boa, e você a achava muito atraente. Julie certamente tinha defeitos, mas você estava muito atraído por ela para achar algum; Quando ela levantou e virou-se para atender o telefone, você desviou o olhar. Mas logo tornou a olhar para ela, pois você viu algo de errado. Sua expressão havia mudado. Algo havia sumido no rosto de Julie. Então ela se dirigiu para a faixada do prédio e em nenhuma hipótese você imaginaria que aquilo acontecesse. Nem em seu pior pesadelo. 

Ela simplesmente abriu o vidro e se atirou. 

Você não teve reação a princípio. E então você correu para a janela. Você viu o corpo dela sobre o asfalto. Pobre Julie. 

Mas você não sabia o que acontecera. Não sabia o que poderia ter causado aquilo. Tudo parecia um sonho ruim. Você precisava espairecer. Sentia suas pernas tremerem e fraquejarem. Seus colegas se aproximaram e ficaram olhando para baixo do prédio enquanto você se afastava e se apoiava em uma mesa. Você respirou fundo e resolveu que sairia dali. Mas algo fez você olhar para a mesa de Julie. O telefone ainda estava fora do gancho.

SOBRE

Criado em junho de 2013, Ler Pode Ser Assustador é uma família de colaboradores que tem como hobby escrever, traduzir e compartilhar histórias/creepypastas com seus visitantes. Com gênero voltado ao terror, o blog traz mais de Mil publicações, dentre elas: creepypastas, lendas urbanas, livros, mangás, séries, filmes e etc).


Política de Blog, Ler Pode Ser Assustador

O Ler Pode Ser Assustador é um blog que publica conteúdo de própria autoria e também de terceiros, o que é totalmente válido por se tratar de um blog que utiliza-se do meio copy/paste que originaram as famosas "creepypastas", de onde surgiram tantos outros blogs como o LPSA e que alguns, inclusive, são nossos parceiros.

Para conteúdo compartilhado de terceiros, sempre ao fim da página haverá crédito a fonte do conteúdo, normalmente evidenciado da seguinte forma:

- Para compartilhamento de conteúdo mantendo a originalidade da fonte:


- Para compartilhamento de conteúdo adaptado:

Adaptado por: Nome do Colaborador

PS: O link é da publicação no site fonte.

Para publicações autorais:

O LPSA, por ser um site copy/paste, mantém todas as suas publicações sem proteção contra cópias. Porém, de forma respeitosa, evidenciando em fonte a origem da publicação. Desta forma, solicitamos a todos que forem compartilhar nossas PUBLICAÇÕES, CONTOS, HISTÓRIAS, SÉRIES, CREEPYPASTAS AUTORAIS, evidenciadas por:

Escrito por: Nome do Colaborador
De: Ler Pode Ser Assustador

Tradução livre por: Nome do Colaborador

Nos apresentar em fonte.

Cordialmente,

Equipe Administrativa LPSA

QUEM FAZ O LPSA?

ENVIE SUA MENSAGEM!