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Criado em junho de 2013, Ler Pode Ser Assustador é uma família de colaboradores que tem como hobby escrever, traduzir e compartilhar histórias/creepypastas com seus visitantes. Com gênero voltado ao terror, o blog traz mais de Mil publicações, dentre elas: creepypastas, lendas urbanas, livros, séries, filmes, etc. O Blog é mais conhecido por seu trabalho com as traduções da série de creepypastas: The Holders (Os Portadores) e também por suas próprias séries, como: O Terror Está ao Seu Lado, Adote Um Demônio, Pergaminhos da Morte e Meu Pesadelo Acordou Para a Realidade.

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Onde Ler Pode Ser Assustador

Desde 2013

Publicações

Pai de primeira viajem



Preciso escrever, deixar registrado em algum lugar...
Eu sei que se eu falar para alguém vão levar a minha mulher de mim, ela está grávida e precisa que eu cuide dela.
Ela não se sente bem já a algumas semanas, nosso filho se meche bastante e no começo ela reclamava muito de dores e chorava muito. Eu não sabia oque fazer para aliviar.
Levei ela ao médico no mês passado e ele disse que precisariam fazer uma cesária de urgência. Conhecendo minha esposa do jeito que conheço já imaginava que ela se recusaria a fazer o procedimento, ela acreditou que nosso filho viria quando ele estivesse pronto.

As semanas foram se passando e ela estava piorando visivelmente, foi uma das semanas mais complicadas. Não entendi como 7 meses de gravidez poderiam ser tão difíceis.

Pelo menos agora nosso filho não se mexia mais com frequência. O que para nós foi um alivio.
Mais uma semana se passou e minha mulher começou a vomitar muito, de vez em quando sua cor mudava e nosso filho não mexia mais. Fiquei preocupado.

Eu prezo pela minha família. Conhecendo minha esposa do jeito que conheço, já imaginava que ela gostaria que nosso filho nascesse somente no final do nono mês de gestação. Eu fiquei muito ansioso para saber se estava tudo bem.

Qualquer pai preocupado daria uma olhado no seu filho para garantir que tudo saísse como planejado. aos 8 meses eu segurei meu filho a primeira vez, e isso foi lindo, tirei muitas fotos para lembrar este momento.

minha mulher estava inconsciente e não pode participar deste momento perfeito.

Coloquei meu filho novamente em seu lugar e esperei mais um mês. Ao final do nono mês, eu não queria levar minha mulher para ter nosso filho em um hospital, por quê sabia que eles iriam tirar minha família de mim. Então falei para minha esposa que eu a ajudaria com o parto.

Minha mulher está dormindo a um bom tempo. Creio que seja normal as grávidas dormirem tanto. Por causa da gravidez ela estava sem cor alguma e seus lábios passavam do roxo para o branco craquelado. Assim que meu filho nascer eu cuidarei da minha mulher.

Eu mesmo fiz o parto com alguns utensílios que tinha em casa, tudo correu bem. Meu filho é bem quetinho, não chorou e achei isso ótimo. Ele tem uma corzinha bem diferente mas tenho certeza que ele vai voltar ao normal, já fiz isso uma vez e sei que vai ficar tudo bem.

Minha mulher tem um cheiro estranho e já gastei algumas latas com veneno para as moscas que frequentemente aparecem.

Achei melhor separar um quarto para minha mulher e filho. Eles precisam ficar um tempo a sós.

Não é lindo? sempre quis ter uma família!

Escrito Por : Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

Fã Creepys - O Assassinato de Sarah




Em 19 de janeiro de 1999 aqui no Brasil,nasceu uma menina chamada Sarah. Ela era loira de olhos azuis como o céu, e muito bonita, sempre simpática e fofa, mais tinha um problema; duas meninas de sua escola tinham inveja dela. Bom não é bem inveja é um ódio incontrolável, pois,  queriam ver sua dor,seu sangue e por fim...Sua morte!!

No dia 18 de janeiro de 2012,era seu aniversário de 13 anos. Ela estava muito animada, pena que não era a única. As duas meninas também. Elas planejaram cada detalhe para o seu assassinato. 

As duas meninas começaram a planejar como tudo aconteceria.

- Amanhã  é  aniversário dela,vamos leva-la a praia e ficaremos lá até 00:00 . Depois que todos saírem de lá,vamos colocar um calmante na bebida dela, isso fará ela dormir e só acordar 01:00 da manhã seguinte. Quando ela acordar vai estar cega, pois, arrancaremos os seus olhos, depois iremos esfaqueá-la e por último e melhor, vamos queima-la!!


Elas riram muito!!

No dia seguinte ,tudo foi de acordo com o plano. Elas arrancaram seus lindos olhos azuis,e a esfaquearam até a morte. Para se livrar do corpo o queimaram e as últimas palavras de Sarah foram seus gritos de dor e agonia. As duas meninas riram muito de sua morte!!!

Alguns anos depois,as duas meninas se suicidaram. Elas Entraram em depressão profunda e se enforcaram.

Até hoje ninguém viu e ninguém sabe o que aconteceu com Sarah ,mas, eu sei, porque eu vi tudo...Sabe porque eu vi tudo? Porque eu fui uma das meninas que a assassinou.
 Eu só culpei aquelas duas pra tirar o peso da minha consciência. Agora estou a beira do corredor da morte, mas, não pelo assassinato de Sarah.

Cometi mais de 345 assassinatos só esse ano ,mas, esse assassinato eu nunca vou esque...

Queda.

Agora que estou morta, eu nunca mais vou esquecer esse assassinato.


Autor: Amanda Maria
Conto de um leitor... Envie você também e o veja ser publicado aqui!


Súplicas de uma criança








-MAMÃE!!!! por favor me deixem sair, eu não aguento mais, por favor!

A criança mais uma vez chora. As palavras em meio aos soluços se tornam difíceis de compreender.
A criança está gelada, o frio a embala, sua pele sai de um branco leitoso para se tornar levemente arroxeada e quebradiça.
O contato direto de seus pés com o chão já não a deixam sentir o movimento de suas pernas.
A fome e a sede não existem mais, a dor começa a ser familiar, o choro começa a ser mais frequente.

-Alguém me ajuda por favor?! vocês não precisam fazer isso, estou com muito frio... por favor.

Ninguém parece a escutar, mas ela sabe que atrás daquela parede de vidro alguém a observa. Ela sabe que podem escutar seus gritos de súplicas. Ela fica de frente para a parede e começa a se aproximar chorando e gritando cada vez mais alto.

- Eu sei que vocês podem me ouvir! por quê não querem me ajudar? oque eu fiz? está doendo muito - Choro- por favor já chega...

Silêncio...

- Eu sei que vocês estão ai...

A criança cai no chão frio, com as mão na frente do corpo, as pernas dobradas.

Ela levanta sua cabeça novamente em direção a parede de vidro e encara.

-Vocês sabem oque vai acontecer se não me soltarem agora, não sabem?

Silêncio...

Uma luz vermelha se acende no canto superior esquerdo do vidro. A luz começa a piscar e uma sirene toca dentro da sala fazendo com que a criança tapasse os ouvidos com toda a força que tinha disponível no momento.
O som não parava, a cada segundo ficava mais e mais alto.
Os ouvidos da Criança começaram a sangrar.

-PAREM! AGORA...

A voz da criança se misturou a um tom sombrio e grave, seus olhos mudaram de castanho claro para um negro opaco. sua pele continha traços de azul e roxo.
A criança adquiria uma voz sobre humana, não parecia ser emitido por um criancinha frágil como ela.

Ela pulou contra o vidro e o impacto o fez rachar, aquilo não era normal. A criança ria e gritava para o vidro.

-Seus idiotas imprestáveis. Vocês sabem oque vai acontecer não sabem seus desgraçados?!

Em dois pontos rentes ao chão, sairão da parede dois pequenos tubos prateados, deles saia uma fumaça acinzentada, fazendo a criança tremer e cair no chão se contorcendo.

-Parem com isso seus filhos da puta!

A voz da criança foi voltando ao normal e seus olhos retomando o tom castanho, mas, agora estavam mais claros que antes, quase perdendo o brilho.

-Parem por favor! Eu não aguento mais... sou só uma criança, isso dói muito.

De repente o vidro antes negro se acende com uma luz do outro lado, e a criança pode ver cinco pessoas. Três sentadas e duas em pé, e todas a observavam.

-Por favor, estou implorando a vocês já faz dias, me deixem sair... eu não aguento mais, isso dói muito - Choro.

Silêncio..

Choro...

Risadas...

-Pessoas idiotas. Sei que vocês não sabem oque fazer. Eu sei que a quatro semanas tiveram problema com a cela '1', sei que metade de vocês morreram.

Silêncio...

- Eu vou sair... - Choro e risadas.

A criança pula novamente no vidro o fazendo rachar ainda mais, ela se agarra na superfície lisa sem dificuldades e repete socos contra o vidro. O vidro se estilhaça.
A criança ri ao cair na sala interna e se joga em cima das pessoas, imediatamente ela se afasta e arregala os olhos.

não havia ninguém na sala... só havia restos  podres e pedaços do que um dia poderia ter sido carne...

A criança volta ao seu estado normal e começa a chorar... Ela chora e soluça..

-Mamãe?

Nenhuma resposta.

Choro

-Mamãe, não me deixa aqui.

A menina senta no chão e cobre o rosto com suas mão e chora. Um barulho de porta abrindo e a criança levanta rapidamente. A sala branca que ela já se identifica a muitos anos, agora está mais limpa.

- Camila, hora da medicação.

A menina grita por sua mãe e não tem resposta.



Escrito por: Camila Cruz
De:  Ler Pode Ser Assustador

Objetos da Legião - Portador da Tragédia


Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer floresta. Você deve caminhar por esta floresta até perde a trilha. Eventualmente, você encontrará uma área isolada, com pequenas ruínas. Assim que encontrar uma clareira, com a grama morta enrolada sob a luz do sol, proclame com certeza e orgulho em sua voz "eu vim ver o poderoso".

Alguém familiar deve aparecer, com a aparência de um membro da família. Não se mova. Rapidamente, peça "Eu devo encontrar o Titular da Tragédia". Um buraco deve surgir na grama, e a figura familiar vai se deformar em uma besta enegrecida e ira fugir.

Enquanto você desce o buraco, visões de antigos Candidatos sendo atacados, mortos e mutilados emergirão em sua mente. Se você tentar voltar, ira notar que a entrada do buraco se foi, e será então morto pelas costas. Siga em frente e você chegara à um quarto branco. Pergunte em alto e bom som “ O que aconteceu antes dos artefatos se separarem? ”

Imediatamente a parede a suas costas irá se abrir, e você reconhecera uma criatura semelhante ao dos antigos mitos. Uma criatura esguia de terno negro, sem rosto e de pele esbranquiçada. Em uma voz profunda e revoltada, fale "Havia uma vez um. Seu poder manchou aqueles que o possuíam, e a guerra cataclísmica estourou. O mar, o céu e a terra em discórdia, todos enfurecidos com a catástrofe".

Neste ponto, você será convidado a dormir. Diga sim, e você irá desmaiar. Sonhos de fogo, morte e terror irão atormenta-lo pelo resto dos seus dias.

Quando acordar, você estará em sua cama, em suas mãos um medalhão quebrado com duas imagens distorcidas.

Uma maldade contaminada se abate sobre você enquanto olha os sorrisos nas imagens distorcidas.

O medalhão é o objeto 2341 de 538. Sua sombra eterna se conecta aos perdidos.

Coisa de Criança



Todos sabemos que crianças tendem a ter a imaginação bem fértil.
Meu filho é um desses casos. Lembro de um dia em especial em que estávamos assistindo seu desenho favorito, Bob Esponja, Meu filho começou a encarar a TV sem piscar.

- Pequeno, está tudo bem?

-Mamãe?

-Pode falar, estou ouvindo.

- É verdade que as pessoas sem cabeça ainda conseguem ficar vivas?

Eu não sabia como reagir diante daquela pergunta estranha, uma criança de 5 anos não teria essa dúvida, mas, mesmo assim respondi:

-Filho, pessoas não vivem sem a cabeça... de onde tirou isso?

- O papai me contou hoje de manhã quando acordei, que pessoas sem cabeças ainda andam por ai.

Eu engasguei, meu filho não chegou a conhecer o pai. Sofremos um acidente de carro onde um caminhão com vigas capotou, acertando em cheio a cabeça do meu marido.
Não tem como ele saber que o pai literalmente perdeu a cabeça.

Mas então ele sorriu para mim e se aconchegou no meu colo e voltamos a assistir. Eu deixei isso de lado, afinal, isso é só coisa de criança.


Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

Não Nos Julgue


Olha, eu tenho meus 14 e minha amiga seus 16. Nós duas e mais um amigo de 14 anos também estávamos na casa dela fumando narguilé (não nos julgue por beber e fumar nessa idade okay?), e ela teve a ideia de beber um "corote" de limão. E bebemos, era só para beber sem ninguém ficar bêbado antes da mãe dela chegar. Ficamos animados e começamos a beber as bebidas do irmão dela. 

Mas ela acabou bebendo demais e começou a delirar, falando coisas como a presença de outras pessoas, ela dizia: "Ela está aqui, ela tá dentro de mim! Tira ela de mim!". Eu e nosso amigo tentamos acalmá-la. Achei estranho, muito, ela dizer esse tipo de coisa, então, lá pelas 3 da tarde, ela apagou. 

Entrou em coma, começou a ficar pálida e gelada. 

Tentamos ligar para a ambulância mas, do nada, não havia sinal. Nosso amigo ficou desesperado e começou a rezar com medo dela morrer. Tentei ligar de novo e, finalmente, deu ligação. Mas antes que eu pudesse falar algo, uma barulheira veio da cozinha, e só tínhamos nós na casa dela. Fora que aquela parte de vidro do narguilé (o vaso) quebrou sozinho, do nada, ele simplesmente estourou. 

Depois que ela acordou, ainda estava delirando. Ficava gritando no quarto que ela estava pedindo socorro, e quando iam ver ela, não tinha nada lá. 

Quando ela voltou para o colégio, começou a me contar que viu e ouviu coisas durante o coma. Fiquei assustada quando me disse que havia mais uma pessoa onde estávamos. Ela descreveu a pessoa e me contou que essa pessoa mandava ela se cortar e coisas por ai. Na hora achei que ela estava me zoando, até que outro amigo nosso (de 16) que é da Umbanda foi lá e disse que tinha más energias. 

Foi muito estranho o que aconteceu. 

Os médicos falaram que o surto dela ficar gritando era por causa dos remédios e o que eu e o menino ouvimos foi só o efeito do álcool. Ninguém havia acreditado em nós. E depois disso, eu comecei a sonhar com essa pessoa (já faz uma semana). Minha mãe disse que isso era resultado do trauma, pode ter sido, pois nunca passei por tanto medo assim. 

Não nos julgue por beber e fumar. 

[ATENÇÃO: Esta história nos foi enviada por um fã do blog. Segundo o que nos foi passado, essa história é verídica. No entanto, o autor preferiu não se identificar]

A morte sob os holofotes



BASEADO EM FATOS REAIS



É engraçado como você nunca escolhe o seu nome.

Ao nascer, seu nome de batismo é uma escolha de seus pais e com o tempo você passa a aceitá-lo. É claro que nos dias atuais é possível recorrer à justiça para mudar de nome, de solteiro para casado e até mesmo de sua própria identidade. Eu gostava do meu nome e já o imaginava sob os holofotes.
ELIZABETH SHORT

Devo dizer que as coisas não saíram da forma como eu imaginava, como eu sempre sonhara. E a minha vida também não foi um mar de rosas.

Eu era a terceira de cinco filhas e minha família perdeu tudo o que tinha na Grande Depressão de 29. Foi demais para o meu pai, aguentar sustentar as mulheres da família, abandonou as próprias filhas e a esposa que prometera amar até que a morte os separasse. Sim, na época eu tive um ódio tremendo dele. Como pudera? Entretanto, a saudade me pegou desprevenida quando soube que ele estava morando na Califórnia.

Eu sempre quis ser atriz na maravilhosa Hollywood. Sempre quis alcançar o estrelato e andar pela passarela vermelha com todos aqueles jornalistas babando, me fazendo perguntas e atirando os brilhantes flashes de luz no meu rosto. Além de visitar meu pai, era um imenso salto para a minha carreira ir até L.A. Então eu fui.

Eu não tinha mais nada a perder, já tinha 22 anos nas costas e meu verdadeiro amor falecera anos antes em um acidente de avião. Íamos nos casar, porém ele teve que ser o herói dos Estados Unidos e também me abandonou, como meu pai.

Os dias como aspirante à atriz eram intermináveis, tanto talento despedaçado, tantas filas enfrentadas apenas para uma mera audição para um papel que eu sabia que não estava à minha altura. Disseram que eu não era talentosa o suficiente, mas eu sabia, podia sentir o meu destino, era ali, em Los Angeles.

O dinheiro estava escasso, não podia contar com muita ajuda. Quando cheguei na Califórnia passei alguns dias com meu pai, porém havia muitos desentendimentos entre nós, não conseguia esconder meu rancor e frustração dele, e ele já não me conhecia mais. Decidi seguir meu próprio rumo, sem ele.

A vida não era nada fácil para uma jovem solitária nas ruas de L.A, tive que me virar da forma que podia, utilizar o meu poder feminino, o meu mistério. Conversei com muitos caras, deixava-os pagar bebidas para mim em troca de bate papos infinitos, jogadas de cabelo e alguns flertes. Tentavam tantas vezes me levar para a cama, eu conseguia enrolá-los, mais um pouquinho e uma bebida ali, um dinheirinho aqui e eu estava pronta para ir para casa, para o hotel. Mais um dia.

Eu já fui garçonete e até mesmo caixa num cinema, já fui a viúva, a vadia e já me chamaram até de hermafrodita, só porque não quis ficar com alguns homens em noites quaisquer.

Eu tive diversos admiradores e guardei o nome de cada um em meu diário secreto. Eu era apaixonada por ter segredos, mistérios a serem desvendados, talvez por isso a minha morte tenha sido um mistério sem solução.

Em 1946, meu penúltimo ano de vida, passei por diversos hotéis e pensões de Hollywood. Dividi quartos com várias garotas, compartilhei histórias, fofocas e experiências. Não podia imaginar que minha vida acabaria tragicamente e em breve.

Era meia noite do dia 9 de janeiro de 1947 quando saí do bar do Hotel Cecil, o último lugar no qual fui vista com vida. Eu pensei em voltar para o quarto pois estava muito cansada, mas eu queria tomar um ar, ser iluminada pela luz da lua e fingir que eram holofotes. Será que algum dia conheceriam meu nome? Fitei a minha sombra esbelta que era projetada à minha frente, eu era magra e relativamente alta, com cabelos negros, pele pálida e tinha aqueles olhos azuis que tantos invejavam. A única coisa que minha beleza não poderia comprar era a sorte de fazer sucesso, mas outra coisa podia.

Eu deixei o ar entrar por meus pulmões enquanto andava devagar no meio fio. Estava meio tonta por causa da bebida.

Quando finalmente decidi voltar fui obrigada a parar. Lá estava ele com o sorriso confiante, o sorriso que eu adorava. Meu coração bateu mais forte, porém logo caí na real. Nosso relacionamento estava em uma corda bamba, não tinha como dar certo.

Mas ele acendeu em mim novamente a chama, a loucura de amar e de ser amada. E eu me joguei em seus braços.

Me joguei para nunca mais voltar.

                                                                           ***

14 de Janeiro de 1947

Eu fiquei lá, imóvel no chão frio, infestado de insetos, lama e sangue. Meu sangue.

Ele me despedaçou cuidadosamente, com suas mãos de cirurgião. Como se despedaçasse uma boneca, partisse-a meio a meio.

Eu não estava mais ali, não estava mais presente, mas eu sei. Apenas eu posso saber como foi a sensação de ter sido exposta, nua ao ódio de meu assassino e amante. Apenas eu posso saber como foi quando ele cortou meus lábios e desenhou um sorriso de ponto a ponto em meu rosto, depois pintou-o com batom vermelho.

Apenas eu posso sentir o cheiro da morte. Porque eu estava lá.

Fiquei ali no meu leito de morte por mais algumas horas. Mutilada, esquartejada e violada.

Em 15 de Janeiro de 1947 às 10:30 me encontraram. E nunca mais passei a ser a mesma.
Antes batizada como Elizabeth Short, a terceira de cinco filhas, a sonhadora, a aspirante à atriz. Agora eu era a Dália Negra.

É engraçado como eu nunca pude escolher meu nome. Meus pais escolheram por mim na minha vida e a imprensa midiática escolheu por mim na minha morte.

Pelo menos eu fiquei famosa.








De: Ler Pode Ser Assustador
Escrito Por: Carla Gabriela

Me ajudem - Cadê meu filho?




Preciso que me ajudem, é urgente!

Estou escrevendo aqui para que, se alguém souber do paradeiro do meu filho, por favor, nos avisem...
Vou tentar explicar oque aconteceu, porque começo a pensar que não foi um simples sequestro.

Me chamo Sandy , eu e meu marido temos presenciado algumas coisas estranhas com nosso filho Gabriel. Demos esse nome a ele por quê no começo achamos que o fato de ele ter o mesmo nome que um arcanjo o protegeria, mas, acho que não é bem assim que funciona.

Nosso filho tinha apenas três anos quando aquelas coisas começaram, bem... admito que não dei muita atenção porque ele era muito novo e para mim, fazia parte do começo do seu desenvolvimento.

Sabemos que a essa altura Gabriel já deveria falar algumas coisas, mas ele não falava. Pelo menos não para nós. Inúmeras vezes escutamos Gabriel falar algumas pequenas frases em seu quarto, sozinho.
Outro ponto estranho é que ele não ficava muito perto das pessoas, desde muito novo ele gostava de ficar em seu quarto sozinho.

Conversei com meu marido sobre isso e ele me fez acreditar que era uma fase e que isso logo passaria. Não me convenci, levei nosso filho a vários médicos e todos diziam a mesma coisa.
Ele não tinha nenhum problema, ele era perfeitamente normal e saudável.

Deixei isso de lado, me convenci que tudo passaria, mas, eu continuava escutando ele falar sozinho, até o dia que alguém o respondeu.
Eu estava andando no corredor que passava em frente ao seu quarto, e o escutei dizer:

-Mas, mamãe não é má... não pode...

Ele fazia pausas como quem ouvisse uma resposta. Eu voltei o corredor na ponta dos pés, bem a tempo de ver uma sombra se dissolver bem a frente dos meus olhos, e foi ai que tudo começou a ficar muito estranho, um pouco assustador até.

Todos os dias em que eu ia arrumar seu quarto, eu encontrava um risquinho no chão, feito por algo duro, era um risco pequeno, mas, a profundidade me deixou confusa. Mais uma vez resolvi ignorar.
Todas as noites eu acordava e via algo se mover rápido para fora do quarto, até que um dia acordei e meu filho me observava da porta, eu falava com ele, mas, ele só ficava lá me olhando e saia como se nada tivesse acontecido.

Isso se repetia todas as noites durante quatro semanas, até que em uma noite em que ele me observava decidi levantar e ir até ele.

- Oi Biel, não consegue dormir meu bem?

Ele não responde, ando até ele.

- Quer deitar com a mamãe?

Cheguei perto o suficiente para levar um susto. Os olhos dele estavam quase que completamente negros, engoli em seco, mas, não recuei.

- Filho?

Ele simplesmente me entregou uma pedaço de papel perfeitamente dobrado, e saiu. Eu abri o papel e engasguei, corri para acordar meu marido, assim que mostrei o que havia no papel corremos para o quarto do Gabriel.

Quando chegamos lá, a janela de seu quarto estava aberto e seu quarto escuro, somente iluminado pela lua. Gabriel estava em um dos cantos do quarto e seus olhos brilhavam, uma sombra escorreu da janela e foi em direção ao meu filho, eu gritei para que ele viesse para os meus braços mas ele sorria para mim e pude ver que ele em algum momento havia chorado.

Aquela sombra envolveu o meu filho e o atirou no chão com violência, escutei algo em seu corpinho estralar, como se quebrasse.

Aquilo arrastou meu filho janela a fora, eu gritei correndo em direção a janela mas quando olhei não havia nada lá. nem a sombra e nem meu filho.

No papel que Gabriel me entregou mais cedo, havia um desenho, ele se desenhou e me desenhou também.

Oque me chamou a tenção e me fez engasgar foi o fato de no desenho eu ter uma corda no meu pescoço e atrás de Gabriel ter uma forma estranha semelhante a uma pessoa mas completamente negra e meio disforme. Logo abaixo estava escrito:

" Mamãe, desculpe pelas noites sem dormir. Ele era meu amigo e agora disse que queria você, então falei pra ele que eu ia, ai você pode ficar bem.
Te amo mamãe"

Meu filho só tem três anos, ele não sabe escrever.

Me ajudem por favor, preciso encontrar meu filho, isso não foi um mero sequestro, estou desesperada.

Cadê meu filho?

Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

The Holder Series - 219 - O Portador da Guerra



Em qualquer lugar, em qualquer país, vá a qualquer estação de recrutamento ou base militar em que possa entrar. Peça ao oficial no balcão da recepção para falar com o “Portador da Guerra”. Se ele responder: “Sinto muito, mas ele está MEA (“morto em ação”)”, então não se desespere. Sua morte deve acabar com você antes que atinja o chão.  Se, em vez disso, ele chamar dois PMs e pedir a eles para te escoltarem até a prisão militar, sua jornada continuará. Eles lhe guiarão para fora da base para o que parece ser um bunker vazio; ordene a eles para que a abram como se fosse um general dando uma ordem baixamente privada. Se sua voz tiver força o suficiente, então um dos PMs abrirá a porta de metal que o conduz para dentro do bunker. Se não tiver, então você será executado sem hesitação. Entre no bunker e diga para os PMs esperarem do lado de fora, já que eles não serão capazes de te guardar contra os horrores que habitam nessa tumba esquecida.

Desça as escadas que guiam para dentro do bunker em estilo militar (postura ereta, mirando diretamente em frente) e não pare, não importa o quão longo pareça. Se em qualquer momento começar a ouvir tiros de canhões, então até uma longa e torturante morte parecerá mais misericordiosa comparado com o que você está prestes a experimentar. No entanto, se ouvir um ritmo fraco de bateria, continue marchando. Quanto mais você anda, mais alto ficará o som das batidas, até que elas finalmente se tornem tão altas e insuportáveis que você ficará tentado a arranhar suas orelhas até não ouvir mais nada, até chegar ao ponto no qual elas pararão. Erga-se reto e saúda, mesmo que não veja ninguém a sua frente. Após cerca de 7 segundos, você deverá ouvir uma voz cansada e grosseira sinalizando “Relaxe”. Faça isso e uma figura espectral deve emergir devagar das negras trevas. Será uma figura coberta por um fatídico uniforme de combate camuflado e de uma excelente condição física; 2.0 m de altura, ombros duros e musculosos, braços e pernas repletos de curvas. Não seja enganado, entretanto, pois este homem não mais pertence por entre os vivos. “Reportar, tropa!”, o soldado deve gritar. É aí que deve responder, numa voz alta e confiante: “Senhor! Eu vim em busca de poder, Senhor!”. Se não fizer, então o soldado mostrará que todos aqueles músculos não são apenas por aparência. “Então caía e me pague 50, verme!”, o soldado responderá. Eu sugiro a você que o obedeça e comece suas flexões. Conte cada uma. Se ele botar o pé em suas costas, continue a flexionar, não importa o quão duro isso se torne. Se ele não fizer, você terá o ofendido e será descartado. 

 Se conseguir completar sua tarefa, o soldado mandará que fique de pé. Você deve gritar, “Obrigado, Sargento!”. O soldado então assentará e o presenteará com um capacete de combate, uma granada fracionária, e uma arma de mão, 1911, semiautomática, de calibre 45, com munição extra. Pegue os objetos, pois terá o mau agouro de que precisará dessas bençãos em breve. Após alguns momentos para recuperar o fôlego, você será cegado por uma luz mais brilhante do que qualquer estrela poderia produzir, e chocado pela mais alta das explosões. Conforme abre os olhos, você estará no mais infernal e sanguinário campo de batalha. Tropas cobertas de cinza correrão a sua frente e serão derrubadas por um helicóptero militar. Pegue cobertura abaixo de seus cadáveres, enquanto tanques passam e banham a área em tiros de fogo. Atrás de seu ombro, uma barreira de mísseis cairá como chuva, vindo de naves voando pelo céu, as quais serão destroçadas por uma rajada de tiros antiaéreos vindos detrás de uma construção próxima. Saque a pistola e ponha o capacete conforme corre, traçando seu caminho por em torno da cidade mais próxima; cuidado para não gastar toda a sua munição, considerando que não poderá pegar qualquer uma que seja daqueles os quais você pois um fim á vida.  Siga seu caminho até uma construção que lembra uma escola a pegue cobertura enquanto as tropas em azul enfrentam as que estão de cinza. Você os verá e terá conhecimento de sua insaciável sede de sangue. Se eles ficarem sem munição, começarão a cortar um ao outro com suas baionetas e a acertar um ao outro com a traseira de suas espingardas, não os pare até que eles destripem completamente seus oponentes. Com sua única granada em mão, corra voando até as escadas a sua esquerda, evitando qualquer tiro que possa receber, e dirija-se ao telhado. Assim que chegar à porta que leva ao terraço, faça uma breve prece, puxe o pino da granada e chute a porta.

Com a granada em mão, deixe que todos das tropas uniformizados em azul, no terraço, vejam você, e espreguice sua mão para que eles possam ver seu formidável armamento. Um general de alto ranque se aproximará e perguntará qual o estado de suas demandas. Se você pedir por paz, prepara-se para a guerra. Em vez disso, peça a ele que presenteei o Portador da Guerra. Ele debochará de você, mas apenas gesticule em torno de sua mão com a granada que ele consentirá. Uma criança pequena será trazida para você. Ponha o pino de volta na granada e pegue a criança. Ele se tremerá todo de medo e aparentará estar morrendo de fome. Não dê atenção a essas ilusões. Saque a pistola e aponte-a para a cabeça da criança. Aperte o gatilho sem sequer o mínimo de compaixão. Se for decretado merecedor, a trava da arma estará posta e você poderá respirar aliviado. A criança o presenteará com uma velha medalha enferrujada.

A medalha é o Objeto 219 de 538, e com isso a violência incontável o seguirá.


"Você tem o coração para resistir?"

Meu Marido




Eu já estava dormindo  quando acordei sonolenta com meu marido ofegante ao meu lado.

- Amor? posso te abraçar? não consigo dormir.

Eu fiquei de costas para ele para ficarmos de 'conchinha'.
Ele me abraçou entrelaçando os braços pela minha cintura, seus braços estavam frios, achei que fosse pelo frio.
Ele começou a me apertar de forma que o ar não circulava direito dentro de mim. Pedi que ele soltasse um pouco, oque fez com que ele me apertasse mais ainda.

Esse foi o momento que senti uma dor tão intensa, que me fez despertar por completo.

Foi ai que me dei conta. Meu marido havia viajado esta noite.



Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

O Poço dos Afogamentos: Libby




Para a postagem de hoje eu trouxe uma passagem do livro ''Em águas sombrias'' da Paula Hawkins. O livro é bastante intenso e aborda sobre afogamentos na região de Beckford. Para quem gosta de thrillers do estilo de ''Objetos Cortantes'' da Gillian Flynn e ''A Garota no Trem'' também da Hawkins, irá se apaixonar por esse livro tanto quanto eu. 


                                                                             ***
O POÇO DOS AFOGAMENTOS

Libby, 1679

Ontem eles disseram amanhã, o que agora é hoje. Ela sabe que não vai demorar. Eles virão para levá-la até a água, para julgá-la. Ela quer que chegue a hora, torce para que chegue a hora, quanto mais cedo, melhor. Está cansada de se sentir tão suja, da coceira na pele. Sabe que não vai ajudar muito com as feridas, já pútridas e fedorentas. Precisa de baga de sabugueiro ou de calêndula, não sabe qual das duas seria melhor, ou se já é tarde demais para fazer qualquer coisa. Tia May saberia, mas ela já se foi, morta na forca há oito meses. 

Libby adora a água, ama o rio, apesar de ter medo da parte funda. Vai estar fria o bastante para congelá-la nessa época, mas pelo menos haverá de tirar os insetos de sua pele. Eles rasparam sua cabeça assim que a prenderam, mas seus cabelos já cresceram um pouco, e há coisas rastejando por todas as partes, cavoucando sua pele, elas as sente nos ouvidos, nos cantos dos olhos e no meio das pernas. Ela coça até sangrar. Vai ser bom lavar isso tudo, o cheiro de sangue, dela própria.

Eles chegam pela manhã. Dois homens jovens, brutos, física e verbalmente - ela já foi alvo de seus punhos antes. Mas não mais, agora eles têm cuidado, porque ouviram o que disse o homem, aquele que a viu na floresta, as penas abertas e o demônio entre elas. Eles riem e lhe dão tapas, mas também têm medo dela e, de qualquer forma, ela já não está nada atraente. 

Ela se pergunta: será que ele vai estar lá para vê-la, e o que haverá de pensar? Ele a achara linda um dia, mas agora seus dentes estão apodrecendo e a pele está cheia de hematomas como se fosse uma morta-viva. 

Eles a levam para Beckford, onde o rio faz uma curva acentuada ao redor do penhasco para então fluir lenta e profundamente. É aqui que ela vai nadar.

É outono, um vento frio sopra, mas o sol está brilhando e ela se sente envergonhada, nua assim sob a claridade intensa, diante de todos os homens e mulheres do vilarejo. Ela tem a impressão de poder ouvir a reação deles, de pavor ou surpresa, diante daquilo em que se transformou a encantadora Libby Seeton. 

Ela está amarrada com cordas grossas e ásperas o bastante para fazerem um sangue vivo e fresco brotar em seus pulsos. Só os braços. As pernas permanecem soltas. Então amarram uma corda ao redor de sua cintura para, no caso de ela afundar, poderem puxá-la de volta à superfície. 

Quando a levam até a beira do rio, ela se vira e procura por ele. As crianças gritam nessa hora, achando que está jogando uma praga nelas, e os homens a empurram para dentro d'água. O frio rouba-lhe todo o fôlego. Um dos homens empunha uma vara e a empurra em suas costas, fazendo-a avançar cada vez mais até ela não conseguir ficar em pé. Ela desliza para baixo, para dentro d'água. Ela afunda.

O frio é tão intenso que ela esquece onde está. Abre a boca, puxa o ar e sorve a água negra, começa a engasgar, se debate, agita as pernas, mas está desorientada, já não sente o leito do rio sob os pés.

A corda a puxa com força, aperta sua cintura, esfola a pele.

Quando a arrastam de volta à margem, ela está chorando.

-Mais uma vez!

Alguém clama por um segundo ordálio.

-Ela afundou!* - grita uma voz de mulher -Não é uma bruxa, é só uma criança.
(*Segundo as crenças, se a mulher flutuar é considerada uma bruxa, se afundar, é inocente.)

-Mais uma vez! Mais uma vez!

Os homens a amarraram de novo para o segundo ordálio. Agora de um jeito diferente: polegar esquerdo com dedão do pé direito, polegar direito com dedão do pé esquerdo. A corda ao redor da cintura. Dessa vez, eles a carregam para dentro d'água.

-Por favor - ela começa a implorar, pois não tem tanta certeza se vai conseguir enfrentar aquilo, a escuridão e o frio. ela quer voltar para um lar que já não existe, para uma época em que ela e a tia se sentavam diante da lareira e contavam histórias uma para a outra. Quer estar na própria cama na casinha delas, quer ser pequena outra vez, sentir o cheiro da fumaça da lenha, das rosas, da calidez da pele da tia -Por favor.

Ela afunda. Quando a arrastam para fora pela segunda vez, seus lábios estão do roxo de um hematoma e ela já não respira mais.




Escrito por: Paula Hawkins
Retirado do livro 
''Em Águas Sombrias''
2017
Transcrito por: Carla Gabriela

Gatinho



Tenho um lindo gatinho.
Meu gatinho é Negro com a noite.

Mamãe diz que eu tenho alguns defeitos na cabeça e no olho que me fazem ver coisas que não são reais.
Mamãe me diz para quando eu ver o meu gatinho ficar em duas patas e gargalhar para mim, para eu não me assustar, por que isso não é de verdade.

Mamãe me diz para quando eu ver meu gatinho no meu quarto a noite me observando, para eu não ter medo.

Mamãe diz que eu fui um menino malvado quando abri a barriguinha do gatinho e o pendurei pelas tripas no box do banheiro. Acho que ela ficou com raiva por que eu sujei o banheiro um pouquinho com o sangue.

Mamãe acha que sou burro o bastante para acreditar que não existem demônios.

Que pena...

Mamãe agora, não pode mais dizer nada... nunca mais.

Eu não sou louco! Meu gatinho me disse Isso.

Escrito por: Camila Cruz
De: Ler Pode Ser Assustador

Significado de Serial Killer


 


Serial killer é uma expressão em inglês que significa “assassino em série”, na tradução para a língua portuguesa.


A principal característica de um serial killer é a sequência de assassinatos que comete, seguindo, por norma, um determinado roteiro estabelecido pelo criminoso, assim como uma “assinatura”, que caracteriza o seu crime. 

De acordo com a psicologia, os serial killers apresentam perfis psicopatológicos, ou seja, são indivíduos clinicamente perversos e com graves distúrbios mentais.

Este perfil faz dos serial killers agentes conscientes de seus atos, ele não mata por ganância ou ciúme, na verdade a sua vontade em saciar os seus desejos mórbidos é  maior do que os sentimentos de compaixão e pena pela vítima, ou seja, este tipo de assassino não "enlouquece" simplesmente um dia e mata um monte de gente, eles geralmente trabalham sozinhos, matam estranhos, e matam por matar .


Para que um criminoso seja classificado como serial killer, este deve preencher alguns requisitos, como: assassinato de duas ou mais vítimas em situações isoladas, apresentar razões de cunho psicológico para seus crimes, um padrão presente nos crimes, presença de uma “assinatura” deixada pelo assassino e, em muitos casos, envolvimento com ações sádicas ou sexuais.


Normalmente, os serial killers apresentam um comportamento aparentemente normal, ou seja, trabalham, desempenham rotinas na sociedade e convivem com outros grupos sociais.


Por este motivo, estes criminosos são considerados sociopatas, pois vivem na sociedade de modo normal, mas conseguem, de repente, matar outras pessoas sem remorsos. Alguns psiquiatras acreditam que os serial killers possam ter duas personalidades.

O termo "serial killer" foi criado em meados da década de 70 por Robert Ressler, ex-diretor do Programa de Prisão de Criminosos Violentos do FBI. Ele escolheu "serial" porque a polícia na Inglaterra chamava este tipo de assassinato de "crimes em série", e por causa dos seriados que ele assistia quando criança. Antes disso, estes crimes eram às vezes conhecidos como assassinatos em massa ou crimes em que um estranho mata outro estranho .

Classificações de serial killers


Estudos na área de assassinatos em série resultaram em duas formas de classificar os serial killers: uma baseada no motivo, e outra baseada nos padrões organizacionais e sociais. O método do motivo é chamado de tipologia de Holmes.


Segundo a tipologia de Holmes, os serial killers podem se concentrar no ato, ou seja, aqueles que matam rápido. Para este tipo de assassino que se concentra no ato, matar nada mais é do que o ato em si. E existe também os que podem se concentrar no processo, ou seja, aqueles que matam vagarosamente. Os assassinos seriais que se concentram no processo sentem prazer na tortura e morte lenta de suas vítimas.

O comportamento dos serial killers

A maioria dos assassinos seriais identificados são organizados e não-sociais. Muitos deles também seguem alguns outros padrões básicos. Mais de 80% dos serial killers são homens brancos, na faixa dos 20 aos 30 anos. Serial killers são geralmente inteligentes, e matam com frequência mulheres brancas. Não há como dizer que uma pessoa é um serial simplesmente por sua aparência - a maioria deles é de um sujeito comum.